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Joana Schenker: “Esta taça é o símbolo de muitos anos de trabalho”

Joana Schenker: "Esta taça é o símbolo de muitos anos de trabalho"

Joana Schenker com a taça de campeã mundial de bodyboard

Quinze anos depois de começar a competir, Joana Schenker chegou ao topo do bodyboard mundial. Aos quatro títulos consecutivos de campeã nacional e europeia, a atleta da Associação de Bodyboard de Sagres junta agora o de campeã mundial profissional, conquistado este domingo, dia 8, no Nazaré Pro, sétima e penúltima etapa do circuito mundial Association of Professional Bodyboarders (APB) World Tour.

“Este é o ponto alto da minha carreira, mas vejo isto como o culminar de muitos anos a treinar e muita dedicação. Não foi uma coisa que aconteceu do nada, tenho noção que isto foi um longo caminho que percorri até aqui e é isso que este ano significa. Esta taça é o símbolo de muitos anos de trabalho”, disse a bodyboarder em entrevista telefónica ao Algarve Desporto.

Joana Schenker inscreve o seu nome na história do desporto nacional, ao ser a primeira portuguesa a vencer um circuito profissional de uma modalidade de surfing. Para a atleta, filha de alemães mas algarvia de Sagres, esta conquista “tem um gosto muito especial porque o nosso país tem um talento imenso nas ondas, quer seja no bodyboard, quer seja no surf, e já merecia um campeão do mundo há muito tempo”, considera.

Apesar de o título mundial não ter sido o objetivo principal no início da temporada, passou a sê-lo quando a sagrense venceu em Sintra a quinta etapa do APB World Tour – a mais importante do ano – e passou automaticamente para a liderança do ranking.

(Fotografia: Ricardo Alves)

Este foi um ano “perfeito” para a campeã mundial, que não entra em euforias e traça já a estratégia para a próxima época. “Cada ano que começa é um novo desafio e, portanto, quando começar 2018 já vou a pensar que tenho de conquistar o campeonato nacional, é assim que eu funciono”, refere. Para além de que “ainda há muito para fazer, não só a nível competitivo, mas também a nível de evolução e de promoção ao bodyboard”.

“Descontraída” e já com a taça na bagagem, Joana Schenker parte esta quinta-feira para as Ilhas Canárias, onde vai cumprir a última etapa do calendário. “Vou lá estar porque quero treinar naquela onda e, como atleta, acho que tenho de fazer o circuito até ao final”. “Vou desfrutar um bocadinho”, acrescenta.

Apesar de ser “difícil superar os resultados”, uma vez que “correu tudo tão bem”, para o próximo ano os objetivos são os mesmos: competir os circuitos todos novamente e manter um lugar no top da elite mundial. “Tenho a perfeita noção de que não há nada garantido. Na próxima época é preciso trabalhar mais porque elas [adversárias] agora até vão olhar para mim com outros olhos. Por isso é continuar”, perspetiva.


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