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Algarviana Ultra Trail “não podia ser melhor” e já prepara edição para 2018

Algarviana Ultra Trail "não podia ser melhor" e já prepara edição para 2018

Germano Magalhães e Bruno Rodrigues, organizadores da prova

“Esta primeira edição não podia ser melhor”. É desta forma que Germano Magalhães, um dos principais organizadores do Algarviana Ultra Trail (ALUT), faz o balanço daquele que foi o maior trail de Portugal. A prova que propunha atravessar o Algarve – de Alcoutim a Sagres – em, no máximo, 72 horas terminou apenas este domingo, dia 3 de dezembro, mas a próxima edição “já começou a ser preparada”, garante o responsável. 

“O ALUT é mais do que um evento desportivo, é uma missão. Uma missão de tornar o Algarve uma região maior, mais unida. Dar por terminada essa missão ainda no início seria uma covardia”, salienta Germano Magalhães que, em entrevista ao Algarve Desporto, não deixou de enfatizar que a corrida se revelou “acima de tudo e qualquer outra coisa ser uma prova de sentimento e partilha”.

O responsável destaca ainda que o envolvimento das populações locais foi um dos aspetos mais surpreendentes de todo o evento. “Em muitos dos casos, a alimentação das bases de vida servida aos atletas foi confeccionada pelas próprias populações. Aldeias isoladas do interior em que os seus habitantes, pessoas de idade, se mantiveram acordados toda a noite, à porta de casa, para ver os atletas a passar. Alguns até deixaram nos muros de suas casas garrafões de água e alguns petiscos”, relata.

Gestos que se traduzem num “turbilhão de sentimentos”. “Não se explica! Sente-se! Ou estávamos lá, ou, por mais que nos contem, por mais que vejamos vídeos, fotos e publicações… Se não estivemos lá não o sentimos, nunca o saberemos”, assegura Germano Magalhães.

Trezentos quilómetros depois…

Dezassete. Foi este o número de atletas que conseguiu terminar, a solo, o ALUT. A prova que teve início há uma semana em Alcoutim, contava, na partida, com 55 corajosos participantes, mas a dureza do trail não permitiu que os mesmos 55 chegassem pelos seus próprios pés ao Cabo de São Vicente, 300 quilómetros depois.

João Oliveira, do Chaves Run Team – Associação Desportiva Dragões de Chaves, foi o primeiro a terminar a solo a prova, ultrapassando largamente os restantes atletas, tendo gasto 43 horas para atingir a meta e tornando-se o vencedor da primeira edição da prova de ultra trail de maior distância em Portugal.

Também Marcelo Silva, Paulo Alves, Francisco Dias e Silvestre Rosa, foram os primeiros a chegar, em equipa, a Sagres, em representação da ONG portuguesa Helpo.

Pelo caminho destes atletas estiveram as serras do Caldeirão, Espinhaço de Cão e Monchique, com cerca de 13 mil metros de desnível acumulado. A participação valeu seis pontos para a qualificação do Ultra Trail do Mont Blanc.

Veja aqui a fotogaleria da primeira noite da prova.


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