Ciclismo

Volta ao Algarve nunca teve tantas equipas World Tour como terá em 2018

Volta ao Algarve nunca teve tantas equipas World Tour como terá em 2018

O pelotão de 175 corredores vai encontrar um percurso de cinco etapas

A 44ª Volta ao Algarve, na estrada entre os próximos dias 14 e 18 de fevereiro, vai contar com 13 equipas do World Tour, o maior número de formações de primeira divisão que alguma vez competiu na prova portuguesa.

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Depois de em 2017 ter sido a corrida 2.HC com mais equipas World Tour, a Volta ao Algarve continuará, em 2018, “a afirmar-se como um dos melhores eventos desportivos portugueses e como uma das provas de referência do circuito europeu de ciclismo. Mais de metade do pelotão de 25 equipas será composto por coletivos da primeira linha internacional”, refere a organização, a cargo da Federação Portuguesa de Ciclismo, no site da prova.

Entre as equipas confirmadas estão a seis melhores do ranking mundial de 2017: Team Sky (Grã-Bretanha), Quick-Step Floors (Bélgica), BMC Racing Team (EUA), Team Sunweb (Alemanha), Trek-Segafredo (EUA) e Movistar Team (Espanha). A estas juntam-se Bora-hansgrohe (Alemanha), FDJ (França), Lotto NL-Jumbo (Holanda), Lotto Soudal (Bélgica), Team Dimension Data (África do Sul), Team Katusha Alpecin (Suiça) e UAE Team Emirates (Emirados Árabes Unidos).

A escolha das equipas continentais profissionais para a 44ª Volta ao Algarve teve dois critérios fundamentais. Foram escolhidas as duas melhores equipas do ranking continental europeu de 2017, Wanty-Groupe Gobert (Bélgica) e Cofidis, Solutions Crédits (França), assim como a equipa que é, tradicionalmente, a porta de entrada de corredores portugueses no pelotão internacional, Caja Rural-Seguros RGA (Espanha).

“Com o objetivo de dar aos coletivos nacionais uma oportunidade de se baterem com adversários de elevado nível”, a Federação Portuguesa de Ciclismo convida todas as equipas continentais lusas: Aviludo-Louletano, Efapel, LA Alumínios, Liberty Seguros-Carglass, Miranda-Mortágua, Rádio Popular-Boavista, Sporting/Tavira, Vito-Feirense-BlackJack e W52-FC Porto.

O pelotão de 175 corredores vai encontrar um percurso de cinco etapas, que dará oportunidades a todo o tipo de corredores. A prova arranca com uma ligação de 192,6 quilómetros, entre Albufeira e Lagos, que se prevê decidida ao sprint. A segunda etapa será o primeiro teste à condição física dos candidatos, levando a caravana de Sagres até ao alto da Fóia, ao longo de 187,9 quilómetros. A meta coincide com o ponto mais alto do Algarve, que será alcançado através de uma subida de 15,2 quilómetros, com inclinação média de cinco por cento.

Lagoa recebe a partida e a chegada da terceira etapa, um contrarrelógio individual de 20,3 quilómetros, num percurso para especialistas, que inclui alguns topos que ajudarão a fazer diferenças.

A quarta etapa é a mais longa da competição, 199,2 quilómetros entre Almodôvar e Tavira, com previsível discussão ao sprint. As decisões ficam guardadas para a quinta e última etapa, 173,5 quilómetros entre Faro e o alto do Malhão (Loulé), com a meta a coincidir com uma contagem de montanha de segunda categoria.

A Volta ao Algarve terá, pelo segundo ano consecutivo, transmissão televisiva em direto para mais de 50 países. A cobertura será garantida pela cadeia Eurosport, que, em Portugal, irá partilhar a transmissão com a TVI24.


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