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Portugal Masters: Tom Lewis é campeão, Melo Gouveia repete top10

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Tom Lewis tornou-se, este domingo, no primeiro jogador a vencer por duas vezes o Portugal Masters, numa 12ª edição histórica a vários níveis.

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O inglês de 27 anos entra, assim, para a história do mais importante torneio de golfe português e, curiosamente, os dois únicos títulos da sua carreira no European Tour foram obtidos no Dom Pedro Victoria Golf Course, em Vilamoura.

Em 2011 foi apenas o seu terceiro torneio como profissional no European Tour. Em 2018 só pode participar com uma categoria especial de antigo campeão e o triunfo deste domingo permitiu que saisse imediatamente do Challenge Tour – onde militou este ano, ao lado de Pedro Figueiredo e de Filipe Lima – para ascender automaticamente ao European Tour, a primeira divisão europeia, onde irá rivalizar com Ricardo Melo Gouveia.

Com voltas de 72, 63, 61 e 66, para um total de 262 pancadas, 22 abaixo do par, Tom Lewis ficou a apenas uma pancada do recorde de 72 buracos (-23) do campo algarvio desenhado por Arnold Palmer, estabelecido pelo inglês Andy Sullivan quando venceu o Portugal Masters de 2015 e depois igualado em 2016 pelo irlandês Padraig Harrington.

A três pancadas de distância ficaram dois jogadores a partilharem o segundo lugar: o australiano Lucas Herbert (voltas de 63+67+64+71), que tinha liderado desde o primeiro dia, e o inglês Eddie Pepperell (64+66+68+67), que no ano passado tinha sido terceiro classificado.

Lewis embolsou os 333.330 euros de prémio monetário destinado ao campeão e ascendeu do 163º ao 62º posto na Corrida para o Dubai, ao mesmo tempo que irá aproximar-se do top100 do ranking mundial.

Com apenas esta vitória, o inglês deixou de andar na vida de “aflitos” da segunda divisão europeia, para lutar agora pela qualificação para a Final Series do European Tour, a primeira divisão.

Com 12.974 entradas registadas, o dia 23 passou a ser um novo recorde numa única jornada do Portugal Masters, e as 39.623 entradas ao longo dos cinco dias (incluindo o Pro-Am) são a segunda maior afluência de sempre, superadas apenas pelas 40.177 de 2012.

Para estes números foram muito importantes dois fatores: a presença inédita de Sergio Garcia e a prestação de Ricardo Melo Gouveia. Sergio Garcia totalizou 269 pancadas, 15 acima do par, e embolsou 46.320 euros de prémio por integrar o grupo dos sétimo classificados, que contou ainda com o francês Raphael Jacquelin (66+68+67+68), o inglês Oliver Fisher (71+59+69+70), o finlandês Kim Koivu (66+68+68+67) e o português Ricardo Melo Gouveia (67+66+70+66).

Melo Gouveia tornou-se no primeiro português a somar dois top10 consecutivos no Portugal Masters. Depois de ter partilhado o quinto lugar há um ano com Filipe Lima, Ricardo Melo Gouveia alcançou agora a segunda melhor classificação de sempre de um português no Portugal Masters com este sétimo posto. E se não falarmos de classificação, mas de resultado, 15 pancadas abaixo do par iguala a melhor marca de sempre de um português na prova, que já lhe pertencia desde 2015, quando esses mesmos -15 não lhe deram mais do que o 22º lugar.

Tal como há um ano, o atleta olímpico português chegou a Vilamoura a lutar para manter-se no European Tour, no 132º lugar da Corrida para o Dubai. Esta 7ª posição no Portugal Masters permitiu-lhe ascender ao 120º posto, ou seja, mais perto do top100 que lhe garante a permanência no escalão principal. E tem ainda três torneios até ao final da época para atingir esse objetivo.


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